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APIs e integração · 28/09/2026

Due diligence de fornecedor por API: seis perguntas, seis chamadas

Como automatizar a checagem de uma empresa antes de contratar — situação na Receita, inscrição estadual, FGTS, protestos, sócios e processos — sem montar um parecer à mão.

Ilustração de um prédio comercial ligado por seis linhas a uma lista de seis itens conferidos, um deles em âmbar, em azul-marinho sobre fundo claro

Toda empresa que contrata fornecedor faz algum tipo de checagem. Na maioria, ela mora numa planilha: alguém abre o site da Receita, o da Sefaz, o da Caixa, cola prints num documento e arquiva. Funciona para dez fornecedores por ano. Não funciona para cem, e não funciona para refazer a checagem a cada renovação.

Automatizar isso é mais simples do que parece, porque cada pergunta vira uma chamada de API com o mesmo CNPJ.

As seis perguntas

pergunta API por quê
A empresa existe e está ativa? Consulta CNPJ o filtro de tudo: baixada ou inapta encerra a conversa
Pode operar no estado e emitir nota? Sintegra inscrição estadual habilitada, para quem vende mercadoria
Está em dia com o FGTS? Regularidade do FGTS responsabilidade subsidiária em terceirização
Deixa título sem pagar? Protestos risco de crédito antes de vender a prazo
Quem responde por ela? Sócios beneficiário final e grupo econômico
Está brigando na Justiça? Processos passivo que não aparece em certidão

Nem toda checagem precisa das seis. Quem só confere se o fornecedor está ativo usa a primeira; quem terceiriza mão de obra soma o FGTS; quem vende a prazo soma os protestos. Cada API tem conta e cobrança próprias, por consulta, justamente para você usar só o que faz sentido.

Em paralelo, não em fila

As consultas não dependem umas das outras. O erro comum é encadear — consultar o CNPJ, esperar, consultar o Sintegra, esperar — e somar as latências. O certo é disparar tudo de uma vez:

const [cadastro, sintegra, fgts, protestos] = await Promise.all([
        chamar("/cnpj/basico", { cnpj }),
        chamar("/cnpj/sintegra", { cnpj, uf }),
        chamar("/cnpj/fgts", { cnpj }),
        chamar("/protestos", { document: cnpj }),
      ]);
      

A mais lenta costuma ser a do FGTS, que a Caixa emite na hora. O parecer fica pronto quando ela volta.

Três regras que evitam parecer errado

Falha não é "limpo". Uma consulta pode falhar porque a fonte está fora do ar — a API devolve 503 e não cobra. O seu parecer tem que tratar isso como "não conferido", nunca como "nada consta". Um fornecedor aprovado porque a fonte de protestos estava fora é o pior resultado possível.

"Não encontrado" depende da pergunta. Empresa de serviço sem inscrição estadual é o esperado; empresa de comércio sem inscrição é um problema. Cruze o 404 do Sintegra com o CNAE antes de concluir.

Guarde a data. O CRF do FGTS vale 30 dias; a situação na Receita e o protesto mudam. A checagem é uma fotografia do dia — guarde quando foi feita e refaça na renovação.

Sócios e processos são sob liberação

As duas últimas perguntas trazem dado de pessoa física: o sócio, e as outras partes dos processos. Por isso o acesso é liberado empresa por empresa, com um termo em que a sua empresa declara a finalidade. As quatro primeiras são sobre a empresa e se contratam direto pelo cadastro.

O roteiro completo, com o preço de cada consulta, está em due diligence de empresa por API.

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Kallef Alexandre Sócio da getByte, que opera as APIs de consulta citadas nos textos. Sobre a getByte.