getByte
Fraude e segurança · 12/10/2026

Consulta de BIN: o que os primeiros números do cartão revelam antes de cobrar

Os 6 primeiros dígitos dizem a bandeira, o banco, se o cartão é de crédito ou de débito, se é pré-pago e de que país ele é. Como usar isso no checkout e no antifraude — e o que o BIN não diz.

Ilustração de um cartão com os primeiros dígitos destacados e uma seta até um cartão azul com o ícone de um banco e um selo de confirmação em âmbar, em azul-marinho sobre fundo claro

Antes de o cliente terminar de digitar o cartão, a sua loja já pode saber de qual banco ele é, se é de crédito ou de débito e de que país foi emitido. Tudo isso está nos primeiros números do cartão, o BIN.

O que é o BIN

BIN (Bank Identification Number) é o começo do número do cartão: os 6 primeiros dígitos no padrão antigo e os 8 primeiros no atual. Cada faixa de BIN é reservada a um emissor e a um produto. Por isso ela identifica o cartão — a bandeira, o banco, a categoria —, mas não identifica a pessoa: milhares de clientes do mesmo banco têm cartões com o mesmo BIN.

O que a consulta devolve

Com o BIN, a API Consulta de BIN responde:

Quatro usos no checkout

1. Mostrar o banco enquanto o cliente digita. Assim que os 6 primeiros dígitos entram, a tela já pode exibir a bandeira e o banco. O cliente confere na hora que está usando o cartão certo, e a página passa mais confiança.

2. Oferecer parcelamento só para quem pode usar. Cartão de débito não parcela. Sabendo o tipo antes de cobrar, o checkout mostra as parcelas só para cartão de crédito e evita uma recusa que o cliente não entenderia.

3. Dar um olhar a mais no pré-pago. Cartão pré-pago é comum em presente — e também em fraude, porque é fácil de comprar sem vínculo com uma conta bancária. Quando a consulta indica pré-pago, vale pedir uma verificação a mais. Não vale recusar o cliente só por isso.

4. Comparar o país do cartão com o do comprador. Pedido de um cliente no Brasil pago com cartão emitido em outro país é um sinal para revisar antes de liberar. Somado ao país do IP de quem está comprando, vira um dos sinais mais úteis do antifraude.

O que o BIN não diz

Nunca envie o número inteiro do cartão

A consulta precisa só dos 6 a 8 primeiros dígitos. Mandar o número completo para um serviço de consulta colocaria a sua integração no escopo das regras de segurança de dados de cartão (PCI-DSS) sem nenhum ganho. A API recusa qualquer coisa com mais de 8 dígitos e não grava o valor recusado.

Como chamar

POST https://gateway.getbyte.co/api/v1/cards/bin
      Authorization: Bearer <sua chave>
      Content-Type: application/json
      
      { "bin": "516292" }
      
{
        "data": {
          "bin": "516292",
          "precisao": 6,
          "bandeira": "mastercard",
          "tipo": "credito",
          "categoria": "Platinum",
          "prepago": null,
          "emissor": { "nome": "Nu Pagamentos S.A.", "site": null, "telefone": null },
          "pais": { "iso2": "BR", "nome": "Brasil" }
        }
      }
      

O campo precisao diz quantos dígitos tem a faixa que respondeu. BIN que não consta na base responde 404 e não é cobrado. A documentação completa está no painel, em Documentação → Consulta de BIN.

API relacionada
API Consulta de BIN
R$ 0,04 por requisição · sem mensalidade
Ver a API →
bin cartão de crédito checkout antifraude pagamentos api
Kallef Alexandre Sócio da getByte, que opera as APIs de consulta citadas nos textos. Sobre a getByte.