API Antifraude

Aprovar, revisar ou negar um pagamento com cartão ou um cadastro, com os motivos em texto — sem a getByte nunca ver o número do cartão.

Perguntas frequentes

O que a API antifraude devolve?

Uma decisão — aprovar, revisar ou negar —, um score de 0 a 100 e os motivos que pesaram, em texto. Quando a decisão é revisar, a análise cai numa fila de revisão com prazo, e depois dele a ação que você configurou é aplicada. A resposta sai em poucos segundos, o suficiente para rodar no checkout.

A getByte vê o número do cartão?

Não. Você manda só o BIN (os primeiros dígitos), os 4 últimos e um hash calculado no seu servidor com a chave da rede que o painel mostra. A getByte não grava esse hash: guarda um código derivado dele com um segredo que fica fora do banco de dados. Ele serve para reconhecer o mesmo cartão voltando — na sua plataforma ou depois de uma fraude em outra —, sem que o número possa ser recuperado.

O que acontece se uma fonte de dados não responder?

A análise sai marcada como degradada, com a lista das fontes que faltaram, e a decisão usa só o que chegou. Dado que não veio nunca conta como "está tudo certo". A análise degradada é cobrada igual, porque a decisão foi entregue. Se o histórico da sua própria conta não puder ser lido, a resposta é um erro 503 e nada é cobrado.

Quem decide aprovar ou recusar o pedido?

Você. A API entrega uma recomendação baseada em sinais, e os limiares de revisar e de negar são configurados na sua conta. Regra baseada em sinal fraco sozinha não nega uma compra: negar exige sinais fortes.

Como fica a LGPD?

A sua empresa é a controladora dos dados do comprador e a getByte atua como operadora, para prevenir fraude no pagamento ou no cadastro da sua plataforma. Na rede compartilhada de fraudes confirmadas a getByte é a controladora, e o que fica lá é só código, por 24 meses. O titular pode pedir revisão de uma decisão automatizada (LGPD, art. 20), e por isso o termo exige que você ofereça um canal de contestação a quem for recusado.

Como o comprador recusado contesta a decisão?

A getByte dá à sua conta um link de contestação para você pôr na tela de recusa. Nele o comprador conta o que aconteceu e informa um e-mail; a mensagem chega no seu painel, ligada às análises daquele CPF na sua conta, e você responde por lá — a resposta segue por e-mail. A página nunca diz ao comprador se houve análise nem o resultado, e o CPF informado é guardado só em forma codificada.

Como o meu sistema fica sabendo que uma revisão foi resolvida?

Por webhook. Você cadastra no painel um endereço https do seu servidor e, quando uma revisão é resolvida — pela sua equipe, pela API ou porque o prazo venceu —, a getByte envia um aviso assinado com HMAC-SHA256, com os ids da análise e a decisão, sem o CPF nem outro dado do comprador. Se o seu servidor não responder, o aviso é repetido algumas vezes ao longo de duas horas.

A getByte pode confirmar a compra com o próprio titular?

Pode, se você ligar a verificação pelo WhatsApp. Quando uma compra cai em revisão, a getByte manda uma mensagem pelo WhatsApp da getByte ao celular ligado ao CPF no cadastro — nunca ao telefone digitado no checkout, que numa fraude é o do fraudador —, com o nome da sua empresa e o valor. "Sim, fui eu" aprova a revisão e "Não fui eu" nega, e você recebe o resultado no painel e por webhook. Cada mensagem entregue é cobrada à parte (a não entregue não é); sem celular no cadastro ela não é enviada, e o mesmo CPF recebe no máximo uma por dia. Como o celular do cadastro pode estar desatualizado, a resposta é um sinal forte, não prova de identidade.

A getByte identifica o aparelho do comprador?

Só se você instalar o script opcional — uma linha na página, servida pela getByte, sem mexer no DNS e aceita só das origens do seu site que você cadastrar. Ele grava no seu site um cookie aleatório de 1ª parte, que vira um código no nosso servidor, e mede de forma agregada sinais de automação e de comportamento no checkout — quantas teclas e em que ritmo, se houve colagem no campo do cartão, quantos movimentos de mouse. Nunca o que é digitado, qual tecla, a posição do mouse ou impressão digital do navegador (canvas, fontes, WebGL). Com ele a análise vê, por exemplo, robô no checkout e vários CPFs no mesmo aparelho, e esses sinais nunca negam uma compra sozinhos.

O que acontece quando há um chargeback?

Você registra o chargeback pela API ou pelo painel. Quando a classificação é fraude, o cartão, o CPF, o e-mail e o telefone daquela compra passam a ser bloqueados na sua conta por 24 meses e entram na rede compartilhada entre as empresas clientes da getByte. Nas outras empresas a análise mostra "marcado na rede por N empresas" — nunca qual empresa: a marcação de uma empresa manda a compra para revisão; a de duas ou mais nega. O bloqueio pode ser removido pelo painel, com registro, e a sua marcação sai da rede junto.

Existe uma lista compartilhada entre empresas?

Sim, e toda conta participa automaticamente. Só o chargeback reportado como fraude alimenta a rede; disputa comercial e autofraude não. O que fica guardado é código, nunca o CPF, o e-mail, o telefone ou o hash do cartão, e a marcação expira em 24 meses. Quem é marcado por engano pode contestar, e só a getByte remove uma marcação da rede além da empresa que a criou.

Por que o acesso é liberado empresa por empresa?

Porque a análise cruza dados pessoais do comprador. A liberação vem com um termo aditivo em que a sua empresa declara a finalidade — prevenção à fraude em pagamento com cartão ou em cadastro — e assume a responsabilidade pelo uso do resultado.